Operação Ícaro cumpre três mandados no Litoral

No Litoral Norte, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Osório e Xangri-lá. - FOTOS: PF

A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal (RF) deflagram na manhã de terça-feira (24), a Operação Ícaro. A ação teve objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável por praticar comércio ilegal de mercadorias estrangeiras. O trabalho conto com a participação de 180 agentes.

Ao todo, foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão, em 10 cidades do RS, sendo dois em Osório e um em Xangri-lá. Em Osório as ações ocorreram em uma loja e na residência de um dos suspeitos. Além das cidades do Litoral Norte, houve cumprimento de mandados em Porto Alegre (12), Novo Hamburgo (6), Canoas (2), Gravataí (2), Dois Irmãos (1), Estância Velha (1), São Leopoldo (1) e Sapiranga (1). Também foram cumpridos dois mandados de prisão: um em Gravataí e outro em Porto Alegre.

Policiais fiscalizaram loja de aparelhos eletrônicos em Osório.

Ainda durante a Operação, foram executadas ordens judiciais para sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias, sendo uma delas referente a uma instituição financeira nos Estados Unidos. Entre os bens apreendidos, está uma casa localizada em um condomínio de luxo de Xangri-lá, avaliada em cinco milhões de reais.

INVESTIGAÇÃO

A investigação teve início em 27 de setembro de 2022, com a apreensão, no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Na ocasião, foi apreendida uma grande quantidade de mercadorias estrangeiras trazidas dos Estados Unidos por um casal, proprietário de uma loja especializada em equipamentos eletrônicos localizada na Zona Norte da capital.

No decorrer da apuração, análises das equipes de investigação verificaram inconsistência entre a movimentação financeira da empresa e o faturamento declarado nos documentos fiscais. A PF e a RFB ainda identificaram a participação de diversas pessoas físicas e jurídicas ligadas às atividades criminosas a partir da venda de mercadorias adquiridas do principal investigado e comercializadas sem a documentação legal.

Estima-se que nos últimos quatro anos, cerca de 30 milhões de reais em tributos de importação deixaram de ser recolhidos pelos investigados, além de danos causados à indústria e ao comércio nacional.

Em 2022, Polícia já havia apreendido diversos celulares sem procedência durante ação no aeroporto de Porto Alegre.