Criança sofre agressões em escola

A Polícia Civil (PC) está investigando o caso de agressão envolvendo um menino de um ano e oito meses de idade na Escola Municipal de Educação Infantil Chapeuzinho Vermelho de Imbé. A situação veio à tona quando a mãe da vítima observou algumas lesões na criança., as quais, inicialmente, teriam sido tratadas como uma suposta alergia.

No dia 31 de março, a direção da instituição ligou para a família do aluno, questionando se ele possuía algum tipo de alergia. Fotos enviadas mostravam manchas na mão e no peito do menor. Ao buscarem o filho, os pais do pequeno estudante desconfiaram da atitude das monitoras e resolveram leva-lo a um pediatra.

Durante a causa, o médico informou que as lesões teriam sido originárias de traumas, aconselhando que o menino não retornasse ao colégio. No dia seguinte, a mãe da vítima foi até a escola, onde teve uma conversa com a direção. Após análise nas câmeras de vigilância, foram confirmadas as agressões.

Diante da situação, foi registrado um Boletim de Ocorrência (BO) na Delegacia de Polícia (DP) de Imbé. Conforme a PC, a direção da Escola afirmou que o aluno apresentava vermelhidão, manchas nas mãos e marcas semelhantes a arranhões nos braços. O laudo médico assinado pelo pediatra da criança confirmou lesões na palma da mão e no ombro do menino.

Em depoimento, a suposta agressora afirmou que teria tentado conter o menor para que ele não batesse a cabeça. No entanto, as imagens da sala de aula mostram a mulher segurando com força o braço e o ombro do aluno por alguns minutos, sem intervenção das demais funcionárias presentes no local.

Após ser comunicada sobre os fatos, a Secretaria Municipal de Educação da cidade, juntamente com a direção da Chapeuzinho Vermelho, decidiu afastar as três servidoras que trabalhavam na turma do menino. Uma funcionária contratada, acusada de ter cometido as agressões, foi exonerada do cargo. Já as outras duas mulheres, ambas concursadas, foram afastadas pelo período de 30 dias. Além disso, será instaurado um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).

No dia 04 deste mês, populares foram até a residência da mãe da suposta agressora, em Tramandaí, onde tentaram ‘linchar’ a acusada. Os agentes da Guarda Municipal da cidade (GMT) e da Brigada Militar (BM) precisaram ser acionados para conterem as pessoas. Segundo a BM, a mulher registrou ocorrência na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Tramandaí, onde novamente negou as acusações, dizendo que estava sendo vítima de difamação.

Enquanto isso, a criança foi transferida para outra instituição de ensino, voltando às aulas em 06/04 A Polícia segue com as investigações e trata o caso como lesão corporal consumada. Vale ressaltar que os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

Menino de um ano e oito meses sofreu lesões na mão e no ombro.
Menino de um ano e oito meses sofreu lesões na mão e no ombro.

CRÉDITO

Divulgação