Condenado por morte de boxeador osoriense é encaminhado ao sistema prisional comum

OSÓRIO – O caso Tairone teveum novo capitulo durante essa semana. O tribunal de Justiça do Estado (TJRS) resolveu acatar o pedido do Ministério Público gaúcho (MP-RS) e transferir Alexandre Camargo Abe para o sistema prisional comum. A decisão foi dada pela promotora da Vara de Execuções Criminais de Osório, Fabiane Rios, no último dia 29 de abril.
Em setembro de 2019, mais de oito anos depois do assassinato de Tairone Luis Silveira da Silva, o ex-Policial Militar (PM) foi condenado a 22 anos de prisão pelo homicídio duplamente qualificado. Mesmo após a condenação, Abe pode recorrer em liberdade. Após idas e vindas, em maio de 2025, o réu se negou a se apresentar a Polícia, o que fez com que fosse expedido um mandado de prisão contra ele.
Depois de quase um mês foragido, o ex-PM finalmente se entregou no Presídio Policial Militar de Porto Alegre, onde permanecia detido até então. Após a decisão do TJRS, Alexandre Abe foi transferido para a Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan), na região Metropolitana, durante o dia 05 deste mês, onde deverá cumprir o resto da sua pena.
O CRIME
Tairone foi morto em 11 de março de 2011, em Osório. De acordo com o MP-RS, o crime aconteceu quando o boxeador passava na frente da casa de Abe, no bairro Sulbrasileiro, onde ambos residiam. Na ocasião, o então policial teria chamado a vítima, mas ele o ignorou e continuou andando. Abe começou a segui-lo na calçada e, conforme a denúncia, atirou duas vezes contra ele.
Os disparos acertaram o quadril e o ombro esquerdo de Tairone. Um dos tiros perfurou o pulmão esquerdo do jovem, o coração e o fígado. O projétil se alojou na cavidade pleural, causando a morte do boxeador. Com apenas 17 anos de idade, ele já acumulava títulos e era considerado uma das principais promessas de medalha nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (RJ), que iria ocorrer em 2016.
Testemunhas afirmaram que Abe já havia ameaçado Tairone antes da morte. Porém, Tairone nunca teria reagido. Ele chegou a afirmar aos familiares que não denunciaria a ameaça, pois viajaria ao Rio em alguns dias, o que nunca aconteceu. Abe foi detido semanas após o fato. Entretanto, permaneceu preso por quase dois anos até ser solto em fevereiro de 2013. Em depoimento, o então PM admitiu ter dado os dois disparos que atingiram o boxeador, mas alegou ter agido em legítima defesa.

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