Plataforma de Atlântida não tem previsão para ser reinaugurada
Na terça-feira (15), completou um ano da queda de parte da Plataforma de Atlântida, em Xangri-lá. A estrutura não aguentou a forte ressaca que atingiu as praias do Litoral Norte, vindo à baixo o restaurante e parte da passarela. Dias depois, o local foi interditado pela Associação de Usuários da Plataforma Marítima de Atlântida (Asuplama), e desde então, não reabriu mais.
De lá para cá pouca coisa mudou. O laudo que poderá dar a real dimensão da situação da estrutura ainda não foi concluído e o Ministério Público Federal (MPF) segue acompanhando a situação. As autoridades esperam um laudo do Laboratório de Ensaios e Modelos Estruturais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que vai apontar se há condições de recuperar a plataforma, ou se ela precisará ser demolida.
Como o local é de responsabilidade da União, mas estava sob posse da Associação, a decisão sobre as obras para reforma ou demolição está em aberto. Além disso, a Asuplama afirma que não tem condições financeiras de arcar com uma reforma, visto que, desde o ocorrido, sua arrecadação já caiu cerca de 90%, precisando demitir seis de seus sete funcionários. Além de apoio de empresários, a Associação também pede auxílio à prefeitura de Xangri-lá, que declarou só se manifestar após a conclusão do estudo.
INTERDIÇÃO
A Plataforma de Atlântida está interditada desde o final de 2023, após parte do píer desabar. Com quase 50 anos de existência, a estrutura já apresentava danos significativos devido à constante ação das águas do mar. Fundada em 1975, a plataforma se estende por cerca de 280 metros sobre o mar e era um ponto turístico popular, recebendo aproximadamente 30 mil visitantes anualmente. Além da pesca, o local também permitia avistar baleias em determinadas épocas do ano.
CRÉDITO
David Castro