Tradicionalismo gaúcho movimenta R$ 4,5 bilhões na economia do Estado
O estudo intitulado “A participação do Tradicionalismo no Produto Interno Bruto (PIB) do RS”, conduzido pela Universidade Feevale em colaboração com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec), analisou a repercussão econômica do tradicionalismo no Rio Grande do Sul. Os dados foram lançados na última semana, no Piquete Negrinho do Pastoreio, no Acampamento Farroupilha, em Porto Alegre.
Realizada de julho de 2023 a abril deste, a análise revelou que, no ano passado, o valor total alcançou R$ 4,5 bilhões. O levantamento foi dividido em nove eixos categorizados e mensurados, sendo eles: Rodeios (R$ 2 bilhões); Festas (R$ 613,4 milhões); Música (R$ 220 milhões); Cavalo Crioulo (R$ 1 bilhão); Radiodifusão (R$ 2,3 milhões); Projetos Culturais (R$ 65,8 milhões); Erva-mate (R$ 396 milhões); Cutelaria (R$ 96 milhões) e Churrasco (R$ 106,5 milhões).
Conforme o Governo gaúcho, este estudo é o primeiro a apresentar o tradicionalismo como um setor produtivo, focando no mapeamento de eventos, como rodeios e festas, e de itens culturais, como pilchas e alimentos. Para o gestor de Relações Institucionais do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Rogério Bastos, o levantamento foi fundamental para quantificar o efeito que já era percebido pelos tradicionalistas. “Quando falávamos, empiricamente, na relevância do tradicionalismo na economia do estado, as pessoas ficavam surpresas e muitos não acreditavam. Porém, desde 2002 fazemos levantamentos para embasar nossos números, como o censo tradicionalista. Agora, temos a comprovação científica por meio do estudo realizado pela Feevale”, ressaltou Bastos. O economista e professor da Universidade Feevale, José Antônio de Moura, autor do estudo, destacou a importância das atividades promovidas pelos Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) e outras entidades, que mantêm e impulsionam a cultura gaúcha. “São 3,2 mil festas por ano, uma média impressionante de mais de 60 a cada fim de semana. Dessas, 9% são grandes eventos; 48%, médios; e 43%, pequenos, os quais geraram, apenas com as inscrições, R$ 980 milhões. Além disso, o investimento em rodeios, festas campeiras e torneios de tiro de laço foi de cerca de R$ 1,3 bilhão, totalizando um consumo de mais de R$ 2 bilhões”, afirmou o professor Moura.
CRÉDITO
Eliezer Falcão