Alunos do IFRS, Campus Osório são finalistas da Febrace
Entre os dias 24 e 28 de março, a Universidade de São Paulo (USP) foi palco na 23ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace). Promovido anualmente pela Escola Politécnica da USP, o evento é realizado pelo Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico (LSI-TEC) e conta com estudantes de todo o país.
Mais uma vez, o Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) esteve representado na Feira. Dos cinco projetos finalistas, um foi realizado por alunos do Campus Osório: Intitulado ‘Quimicar: Ferramenta Didática para o Ensino-Aprendizagem Mais Acessível e Interativo’, o estudo é de autoria de Amanda Teixeira Rost e Arthur da Costa Francisco, tendo como orientadora a professora Vera Maria Klajn. Concorrendo na área de Ciências Humanas – Educação, o trabalho, infelizmente, acabou não sendo premiado.
O projeto alia tecnologia e aprendizado prático para desenvolver uma ferramenta didática para o ensino de Química Orgânica. Na estrutura do laboratório WindMaker, que trabalha com a filosofia “faça você mesmo”, foram elaboradas peças físicas acessíveis e Realidade Aumentada (RA). As peças representam elementos e ligações químicas, enquanto a RA permite visualizar moléculas em 3D, facilitando a compreensão da geometria molecular. Testado com alunos do IFRS, Campus Osório, o material promoveu uma abordagem lúdica e interativa, com resultados a serem publicados em artigo científico. Após concluída, a ferramenta será disponibilizada gratuitamente.

PROJETO PREMIADO
Outro representante do IFRS na Febrace, o projeto ‘Sustainware: Alternativa Sustentável para a Produção de Louça Cerâmica’ conquistou sete prêmios. O trabalho realizado pela aluna do Campus Feliz, Victoria Zimmer Gomes, competiu na categoria Engenharia e irá representar o Brasil na Regeneron ISEF (International Science and Engineering Fair). Essa será a nona edição consecutiva que o Instituto Federal do RS contará com representantes na Feira. Considerado uma das maiores Feiras de Ciência e Engenharia do mundo, o evento acontecerá nos Estados Unidos, no mês de maio.
Com orientação de Cínthia Gabriely Zimmer e co-orientação de Suyanne Angie Lunelli Bachmann, o estudo avalia a viabilidade do uso conjunto de casca de arroz e resíduos de vidro na produção de louças cerâmicas sustentáveis. Os resultados indicaram que é possível fabricar louças cerâmicas contendo até 60% de resíduos em sua composição, sendo 30% de cinza de casca de arroz e 30% de vidro descartado.

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