Hospital de Palmares transfere pacientes

Hospital São José, no município de Palmares do Sul.

A comunidade de Palmares do Sul segue em alerta para a possibilidade de cheia no Rio Palmares. Por motivo de prevenção, o Hospital da cidade, o São José, realizou na segunda-feira (6), a transferência de oito pacientes que estavam internados. Todos eles foram levados ao Hospital Santo Antônio da Patrulha (HSAP).

O presidente do São José, Roberto Hirtz Dutra, comentou que entrou em contato com a 18ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), a qual sugeriu que fossem feitas as transferências dos pacientes. “É uma maneira de prevenção em vista dos alertas que temos com a situação do Rio Palmares. Vamos aguardar. Esperamos que nada ocorra com nosso Hospital. E, se tudo correr bem, estes pacientes retornam para nós ainda essa semana”, disse Roberto.

Além dos pacientes, o presidente do Hospital de Palmares declarou que também estão sendo tomadas algumas medidas em relação aos equipamentos da instituição, os quais, segundo ele, já foram realocados para outras áreas do prédio. Por fim, Roberto garantiu que os atendimentos de urgência e emergência seguirão normalmente, sem necessidade de nenhuma alteração.

Presidente do Hospital São José, Roberto Hirtz Dutra.

UNIDADE DE SANEAMENTO

Devido à preocupação com as cheias do Rio Palmares, a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) decidiu fechar, por tempo indeterminado, a Unidade de Saneamento do município a partir de quarta (8). Enquanto isso, o atendimento será realizado em outros municípios da região.

Além disso, a Defesa Civil orientou que os imóveis daquele perímetro da cidade sejam evacuados pelo risco de alagamentos. O alerta maior é para as regiões de Agreste, Navegantes, Paraíso, Pontão e Porto. Ainda na quarta-feira, alguns moradores já começaram a sair de suas residências. Eles tiveram auxílio do Corpo de Bombeiros e da prefeitura local, que disponibilizou dois caminhões para realizarem o transporte das mudanças.

Todos os desabrigados estão sendo levados para o Clube Palmarense. Até o final de quinta (9), dezenas de famílias já estavam sendo atendidas no local. Conforme a Prefeitura de Palmares do Sul (PPS), outros Municípios da região, como Arroio do Sal e Xangri-lá realizaram a doação de colchões e cestas básicas para as pessoas atingidas.

O prefeito Maurício Muniz pediu ajuda de toda a comunidade para que economizem água, visto que a energia da sede será desligada por medida de segurança. Devido a isso, a Corsan instalou um gerador de energia para garantir o abastecimento de água. O equipamento foi instalado em um dos poços artesianos que abastecem o município.

Rio Palmares já atingiu algumas casas e alagou ruas do município. – FOTO: PPS

OUTRAS CIDADES

A situação é semelhante em outros municípios da região. Em Capivari do Sul, 25 famílias da comunidade quilombola Costa da Lagoa, no distrito Santa Rosa, precisaram ser retirados de suas casas, juntamente com seus pertences, após o volume de água da Lagoa Capivari aumentar. O Executivo Municipal, a Defesa Civil, a Secretaria de Assistência Social e voluntários da comunidade estão monitorando a situação.

Nesta semana, o prefeito Leandro Monteiro decretou situação de emergência em Capivari devido as perdas na agricultura. Mais de quatro mil hectares de cultivo de soja e arroz foram perdidos pela inundação e danos nas estradas vicinais, com prejuízo ultrapassando os R$ 30 milhões. Já em relação ao ocorrido em Palmares do Sul, Leandro informou que irá disponibilizar o Centro de Eventos do Parque Municipal para receber às famílias atingidas pela cheia do Rio Palmares.

Em Mostardas, o nível da Lagoa dos Patos segue aumentando e a prefeitura pediu para que os moradores próximos ao local saíssem de suas residências. Com o nível da água a mais de um metro acima no normal, as pessoas que residem na Prainha da Caieira foram as primeiras a serem atingidas. Uma estrutura foi montada no Ginásio de Esportes da cidade para atender os desabrigados. Também está em alerta o município de Tavares.

Casas da Prainha da Caieira, em Mostardas, ficaram embaixo d’água após aumento do nível da Lagoa dos Patos.